Histoire

L’influence française dans l’historiographie brésilienne

Comme beaucoup d’autres disciplines, la production historiographique au Brésil, a débuté avec la création des institutions universitaires au début du XXe siècle, mais plus spécialement dans les années 1930.  Cette production naquit dans un premier temps, selon José Roberto do Amaral Lapa, très marqué par l’institutionnalisation de la production académique au Brésil.
À partir de ces premiers pas, la production académique brésilienne était fortement influencée par les orientations des grandes écoles européennes, selon João Miguel Teixeira de Godoy. La France fut toujours présente dans les influences de la production historiographique brésilienne : cet échange fut inauguré par l’université de São Paulo (USP) encore dans les années 1930, par la réception de professeurs français.
Néanmoins, l’influence a commencé à grandir, principalement à partir des années 1970, quand l’historiographie française de l’histoire des mentalités fut débattue entre les historiens brésiliens, selon Ronaldo Vainfas. À partir de là, de nouveaux thèmes et de nouvelles méthodes d’analyses de sources ont orienté les historiens brésiliens. Ceux-ci commencèrent à s’intéresser à l’analyse, parmi d’autres thèmes, les mentalités, la sexualité, les aspects culturels, qui donnèrent à ce type de production historiographique à être connu comme la « Nouvelle Histoire ».
Actuellement, les liens historiographiques entre la France et le Brésil augmentent positivement, indiquant l’importance des projets de recherche signés entre les universités françaises et brésiliennes, et des échanges effectués à travers la présence d’historiens brésiliens dans les universités françaises et vice-versa.

Teresa Cristina Schneider Marques

 

Version portugaise:

A influência francesa na historiografia brasileira
Assim como as demais disciplinas, a produção historiográfica no Brasil teve início com a criação das instituições universitárias no início do século XX, mais especificamente, durante a década de 1930. Essa produção foi incipiente durante o primeiro momento, e segundo José Roberto do Amaral Lapa, muito marcada pela institucionalização da produção acadêmica no Brasil.
Já a partir desse primeiro momento, a produção acadêmica brasileira era fortemente influenciada pelas orientações das grandes escolas européias, segundo João Miguel Teixeira de Godoy. A França sempre esteve presente entre as influências da produção Histográfica brasileira: tal intercâmbio foi inaugurado pela Universidade de São Paulo (USP) ainda durante a década de 1930, quando esta recebeu professores franceses.
Contudo, a influência ganhou grande destaque principalmente a partir da década de 1970, quando a historiografia francesa da história das mentalidades passou a ser debatida entre os historiadores brasileiros, de acordo com Ronaldo Vainfas. A partir de então, novos temas e métodos de análise de fontes passaram a direcionar as pesquisas dos historiadores brasileiros. Estes passaram a dar destaque à análise das mentalidades, da sexualidade, de aspectos culturais entre outros temas, que levaram esse novo tipo de produção historiográfica a ser conhecido como “Nova História”.
Atualmente, os vínculos historiográficos entre a França e o Brasil crescem de maneira positiva, apontando a importância dos projetos de pesquisa acordados entre universidades francesas e brasileiras, e dos intercâmbios efetivados através da presença de historiadores brasileiros nas universidades francesas e vice e versa.

 

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